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COACHING DE RELACIONAMENTOS

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Você não precisa ser um mestre em estabelecer relacionamentos bem-sucedidos para saber e reconhecer a importância de fazer amizades com pessoas estratégicas e ter as pessoas certas ao lado. Nunca, em nenhuma época registrada por qualquer ser humano, a capacidade de criar relacionamentos de qualidade, fez tanta diferença. Estamos na Era do Conhecimento, mas, também, na Era do Relacionamento.

Você tem relacionamentos de qualidade?

Estude, pesquise, analise cuidadosamente qualquer grande líder que já habitou a terra e terá a certeza que eles foram estrategistas natos na arte e na ciência de criar, manter e prosperar com relacionamentos de qualidade.

Mohandas Karamchand Gandhi

Mohandas Karamchand Gandhi, dito Mahatma, que em sânscrito significa “grande alma”, foi um dos idealizadores e fundadores do moderno Estado indiano e um defensor do princípio da não-violência como um meio de protesto.

Gandhi casou-se aos 13 anos com Kasturbai, da mesma idade, numa união acertada entre as famílias. O casal teve quatro filhos. Aos 19 anos foi estudar direito na Universidade de Londres, no Reino Unido. Após se formar, passou a trabalhar como advogado em Durban, África do Sul (1893).

Sua trajetória política começou marcada por um acidente em um trem. Gandhi viajava na primeira classe quando solicitaram que se transferisse para a terceira classe, por ele não ser branco. Ao recusar-se, foi jogado para fora do trem. O episódio fez com que ele começasse a advogar contra as leis discriminatórias vigentes.

Gandhi foi preso em 6 de novembro de 1913, enquanto liderava uma marcha de mineiros indianos que trabalhavam na África do Sul.

Durante a Primeira Guerra Mundial, retornou à Índia e, após o seu término, envolveu-se com o Congresso Nacional Indiano e com o movimento pela independência.

Ganhou notoriedade internacional pela sua política de desobediência civil e pelo uso do jejum como forma de protesto. Por esses motivos, sua prisão foi decretada diversas vezes pelas autoridades inglesas.

Outra estratégia de Gandhi pela independência era o boicote aos produtos importados. Todos os indianos deveriam usar vestimentas caseiras, em vez de comprar os produtos têxteis britânicos. O tear manual, símbolo de afirmação, viria a ser incorporado à bandeira do Congresso Nacional Indiano e à própria bandeira indiana.

Sua posição pró-independência endureceu após o Massacre de Amritsar em 1920, quando soldados britânicos mataram centenas de indianos que protestavam pacificamente contra medidas autoritárias do governo britânico.

Uma de suas mais eficientes ações foi a marcha do sal, que começou em 12 de março de 1930 e terminou em 5 de abril, quando Gandhi levou milhares de pessoas ao mar a fim de coletarem seu próprio sal, em vez de pagarem a taxa prevista sobre o sal comprado.

Em 8 de maio de 1933, Gandhi começou um jejum que durou 21 dias em protesto à “opressão” britânica contra a Índia. Em Bombaim, no dia 3 de março de 1939, Gandhi jejuou novamente em protesto às regras autoritárias para a Índia.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Gandhi deixou claro que não apoiaria a causa britânica. Foi preso em Bombaim pelas forças britânicas em 9 de agosto de 1942 e mantido em cárcere por dois anos.

Gandhi posicionou-se contra qualquer plano que dividisse a Índia em dois Estados, o que acabou acontecendo, com um Estado denominado Índia, predominantemente hindu, e o Paquistão, predominantemente muçulmano.

No dia 20 de janeiro de 1948, após um jejum em protesto contra as violências cometidas por indianos e paquistaneses, Gandhi sofreu um atentado. Uma bomba foi lançada em sua direção, mas ninguém ficou ferido. Entretanto, no dia 30 de janeiro de 1948, ele foi assassinado a tiros, em Nova Déli, por um hindu radical.

O corpo do Mahatma foi cremado e suas cinzas jogadas no rio Ganges.

Winston Churchill

“Perguntam-me qual é o nosso objetivo? Posso responder com uma só palavra: Vitória – vitória a todo o custo, vitória a despeito de todo o terror, vitória por mais longo e difícil que possa ser o caminho que a ela nos conduz; porque sem a vitória não sobreviveremos.” Este é um trecho do discurso proferido por Winston Churchill na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico, em 13 de maio de 1940, três dias depois de ser nomeado primeiro-ministro, cerca de oito meses após início da Segunda Guerra Mundial.

Winston Churchill era filho de um nobre inglês e de uma americana. Estudou na Academia Militar de Sandhurst e, entre 1895 e 1899, serviu no regimento de hussardos. Trabalhou como correspondente de guerra em Cuba, na Índia e na África do Sul. Na África, participou da Guerra dos Boêres. Acabou prisioneiro e empreendeu uma fuga espetacular, narrada no livro “De Londres a Ladysmith”, que o tornou conhecido no mundo inteiro.

Em 1900, foi eleito deputado pelo partido conservador, rompendo com ele em 1904. Dois anos depois, filiou-se ao partido liberal. Eleito deputado, foi convidado a ocupar o cargo de Subsecretário de Estado para as Colônias. Em 1908 foi presidente da junta de comércio e, em 1910, transferiu-se para o ministério do Interior.

Em 1911 Churchill tornou-se Lorde do Almirantado. Modernizou a Marinha de Guerra do Reino Unido. Porém, com o fracasso da expedição britânica na Turquia, em plena Primeira Guerra, pediu demissão e alistou-se no exército.

Com o fim da Primeira Guerra Winston Churchill foi adquirindo um perfil mais conservador e continuou participando ativamente da política. Em 1916 voltou ao parlamento. Entre 1919 e 1921, foi ministro da Guerra; entre 1921 e 1922, ministro das Colônias e, de 1924 a 1929, foi ministro das Finanças.

Em 1939, voltou novamente à Marinha e, em 1940, com a invasão da França pela Alemanha, foi nomeado primeiro ministro. Churchill teve participação decisiva na Segunda Guerra Mundial, colaborando para a vitória dos aliados contra os alemães. Realizou inúmeras viagens, costurou alianças e traçou estratégias militares fundamentais para a vitória aliada.

Mesmo assim, seu partido perdeu as eleições em 1945, e Churchill foi obrigado a renunciar. Em 1951, retornou à política, voltando a ocupar o posto de Primeiro ministro até 1955, quando renunciou por problemas de saúde.

Winston Churchill recebeu o Prêmio Nobel de literatura em 1953, devido aos seis volumes de sua famosa obra “A Segunda Guerra Mundial”. Aos 90 anos, vítima de um derrame, Churchill faleceu, encerrando uma era na história do século 20.

Franklin Delano Roosevelt

Foi o primeiro presidente reeleito por quatro mandatos consecutivos. Roosevelt é uma das figuras mais significativas da história dos Estados Unidos, apesar de ser também uma das mais controversas. Depois de terminar seus estudos de Direito, foi político democrata. A partir de 1910, foi senador por Nova York e, entre 1913 e 1920, vice-secretário de Estado para a Marinha, durante o mandato de Woodrow Wilson. Entre 1929 e 1933, desempenhou o cargo de governador do Estado de Nova York. Seus mandatos como presidente, enquanto ia sendo afetado por uma paralisia física crescente, foram marcados pela luta contra a pior crise econômica da história do país e, em matéria de política externa, foram determinados pelo desafio global dos fascismos alemão, italiano e japonês, derrotados com a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial.

David Ben-Gurion

David Ben-Gurion estudou na Universidade de Constantinopla, aderindo desde cedo ao socialismo e ao sionismo. Em 1906 estabeleceu-se na Palestina, onde organizou um corpo de guarda para a defesa dos estabelecimentos agrícolas judaicos na região.

Ben-Gurion fundou e dirigiu o movimento Poale Sion (sionismo socialista-democrático), bem como o semanário Ha-Achdut (A União). Pouco após o início da Primeira Guerra Mundial, foi expulso da Palestina pelos turcos e mudou-se para Nova York, onde organizou o movimento sionista.

Em 1918 voltou para a Palestina como soldado e transformou aquele movimento em partido, conhecido desde 1930 como MAPAI, Mifleghet Poalei Eretz Israel (Partido dos Trabalhadores da Terra de Israel).

Ben-Gurion foi secretário-geral da Histadrut (Federação dos Sindicatos). Convencido de que os judeus necessitavam de um Estado independente, dedicou-se a lutar por sua obtenção e organizou a Haganah como força de combate.

Embora não estivesse presente à assembléia da ONU, sua ação diplomática contribuiu para a resolução favorável a Israel – e a 14 de maio de 1948 leu a declaração de independência em Tel-Aviv. Tornou-se primeiro-ministro e ministro da Defesa do novo Estado. Sua meta era levar para Israel o maior número possível de judeus, e na primeira década os imigrantes chegaram a um milhão.

Em 1956, por ocasião do conflito de Suez, Ben-Gurion mobilizou as forças israelenses, enviando-as ao Sinai. Em cinco dias o exército israelense ocupara a maior parte da península a leste do canal, destruindo bases egípcias e pretendendo abrir uma passagem através do golfo de Aqaba.

Um ultimato franco-britânico ordenou o cessar-fogo, mas Ben-Gurion declarou que Israel só retiraria seus homens quando as tropas inglesas e francesas fossem substituídas por uma força da ONU. Sua atuação nessa crise fortaleceu enormemente sua autoridade.

No campo interno, após cada eleição, Ben-Gurion era obrigado a formar um governo de coalizão, mas o MAPAI manteve sua posição de maioria relativa. Em 1959, após a quarta eleição geral, surgiu o escândalo de espionagem conhecido como caso Lavon, envolvendo um secretário do MAPAI, o que levou Ben-Gurion a pedir demissão, por não concordar com a posição do partido.

Embora Lavon tenha sido demitido e Ben-Gurion tenha voltado ao MAPAI, em 1965 separou-se definitivamente do partido, formando a chapa Rafi.

Presidente da Agência Judaica e do Executivo Sionista desde 1935, e autor do programa mínimo do sionismo (Programa de Biltmore, 1942), Ben-Gurion ocupou o cargo de primeiro-ministro de Israel até 1963.

Vivendo retirado na colônia Sedeh Boker, em Neguev, Ben-Gurion continuou a exercer forte influência na política de Israel.

Ronald Reagan

Primeiro repórter, depois ator de cinema e, entre 1947 e 1952 e em 1959, presidente do sindicato de atores, Reagan entrou em 1962 na política como membro do Partido Republicano. De 1967 a 1974, foi governador do Estado da Califórnia e, em 1981, eleito presidente, em substituição a Jimmy Carter e, depois, reeleito em 1984. Reagan implantou uma política conservadora, destinada a sanear a economia, baseada na redução dos impostos e dos juros elevados, tendo como contrapartida a diminuição dos benefícios sociais e um aumento do déficit público. Pretendia, desse modo, financiar as despesas de rearmamento (baseado sobretudo na construção de mísseis de médio alcance e na iniciativa de defesa estratégica/SDI). Anticomunista, seguiu inicialmente uma política de confronto com os Estados do bloco comunista e com os regimes revolucionários do Terceiro Mundo, especialmente na América Central (por exemplo, a Nicarágua). Contudo, com as transformações incentivadas por Mikhail Gorbachov na União Soviética, tanto na política externa como na interna, Reagan tornou-se um firme defensor do fim do confronto entre os dois blocos. Os acordos para a eliminação do armamento nuclear de médio alcance na Europa (1987) e a reunião com Mikhail Gorbachov em 1988 foram passos fundamentais para a implantação de uma nova ordem na política mundial. Foi sucedido por George Bush.

Nelson Mandela

Nelson Mandela foi um líder rebelde e, posteriormente, presidente da África do Sul de 1994 a 1999. Seu nome verdadeiro é Rolihlahla Madiba Mandela. Principal representante do movimento antiapartheid, considerado pelo povo um guerreiro em luta pela liberdade, era tido pelo governo sul-africano como um terrorista e passou quase três décadas na cadeia.

De etnia Xhosa, Mandela nasceu num pequeno vilarejo na região do Transkei. Aos sete anos, Mandela tornou-se o primeiro membro da família a frequentar a escola, onde lhe foi dado o nome inglês “Nelson”. Seu pai morreu logo depois e Nelson seguiu para uma escola próxima ao palácio do Regente. Seguindo as tradições Xhosa, ele foi iniciado na sociedade aos 16 anos, seguindo para o Instituto Clarkebury, onde estudou cultura ocidental.

Em 1934, Mandela mudou-se para Fort Beaufort, cidade com escolas que recebiam a maior parte da realeza Thembu, e ali se interessou pelo boxe e por corridas. Após se matricular, começou o curso para se tornar bacharel em direito na Universidade de Fort Hare, onde conheceu Oliver Tambo e iniciou uma longa amizade.

Ao final do primeiro ano, Mandela se envolveu com o movimento estudantil, num boicote contra as políticas universitárias, sendo expulso da universidade. Dali foi para Johanesburgo, onde terminou sua graduação na Universidade da África do Sul (UNISA) por correspondência. Continuou seus estudos de direito na Universidade de Witwatersrand.

Como jovem estudante de direito, Mandela se envolveu na oposição ao regime do apartheid, que negava aos negros (maioria da população), mestiços e indianos (uma expressiva colônia de imigrantes) direitos políticos, sociais e econômicos. Uniu-se ao Congresso Nacional Africano em 1942 e dois anos depois fundou, com Walter Sisulu e Oliver Tambo, entre outros, a Liga Jovem do CNA.

Depois da eleição de 1948 dar a vitória aos afrikaners (Partido Nacional), que apoiavam a política de segregação racial, Mandela tornou-se mais ativo no CNA, tomando parte do Congresso do Povo (1955) que divulgou a Carta da Liberdade – documento contendo um programa fundamental para a causa antiapartheid.

Comprometido de início apenas com atos não violentos, Mandela e seus colegas aceitaram recorrer às armas após o massacre de Sharpeville, em março de 1960, quando a polícia sul-africana atirou em manifestantes negros, matando 69 pessoas e ferindo 180.

Em 1961, ele se tornou comandante do braço armado do CNA, o chamado Umkhonto we Sizwe (“Lança da Nação”, ou MK), fundado por ele e outros militantes. Mandela coordenou uma campanha de sabotagem contra alvos militares e do governo e viajou para o Marrocos e Etiópia para treinamento paramilitar.

Em agosto de 1962 Nelson Mandela foi preso após informes da CIA à polícia sul-africana, sendo sentenciado a cinco anos de prisão por viajar ilegalmente ao exterior e incentivar greves. Em 1964 foi condenado a prisão perpétua por sabotagem (o que Mandela admitiu) e por conspirar para ajudar outros países a invadir a África do Sul (o que Mandela nega).

No decorrer dos 27 anos que ficou preso, Mandela se tornou de tal modo associado à oposição ao apartheid que o clamor “Libertem Nelson Mandela” se tornou o lema das campanhas antiapartheid em vários países.

Durante os anos 1970, ele recusou uma revisão da pena e, em 1985, não aceitou a liberdade condicional em troca de não incentivar a luta armada. Mandela continuou na prisão até fevereiro de 1990, quando a campanha do CNA e a pressão internacional conseguiram que ele fosse libertado em 11 de fevereiro, aos 72 anos, por ordem do presidente Frederik Willem de Klerk.

Nelson Mandela e Frederik de Klerk dividiram o Prêmio Nobel da paz em 1993.

Como presidente do CNA (de julho de 1991 a dezembro de 1997) e primeiro presidente negro da África do Sul (de maio de 1994 a junho de 1999), Mandela comandou a transição do regime de minoria no comando, o apartheid, ganhando respeito internacional por sua luta em prol da reconciliação interna e externa.

Ele se casou três vezes. A primeira esposa de Mandela foi Evelyn Ntoko Mase, da qual se divorciou em 1957 após 13 anos de casamento. Depois se casou com Winnie Madikizela, e com ela ficou 38 anos, divorciando-se em 1996, com as divergências políticas entre o casal vindo a público. No seu 80º aniversário, Mandela casou-se com Graça Machel, viúva de Samora Machel, antigo presidente moçambicano.

Após o fim do mandato de presidente, em 1999, Mandela voltou-se para a causa de diversas organizações sociais e de direitos humanos. Ele recebeu muitas distinções no exterior, incluindo a Ordem de St. John, da rainha Elizabeth 2ª., a medalha presidencial da Liberdade, de George W. Bush, o Bharat Ratna (a distinção mais alta da Índia) e a Ordem do Canadá.

Em 2003, Mandela fez alguns pronunciamentos atacando a política externa do presidente norte-americano Bush. Ao mesmo tempo, ele anunciou seu apoio à campanha de arrecadação de fundos contra a AIDS chamada “46664″ – seu número na época em que esteve na prisão.

Em junho de 2004, aos 85 anos, Mandela anunciou que se retiraria da vida pública. Fez uma exceção, no entanto, por seu compromisso em lutar contra a AIDS.

A comemoração de seu aniversário de 90 anos foi um ato público com shows, que ocorreu em Londres, em julho de 2008, e contou com a presença de artistas e celebridades engajadas nessa luta.

Nelson Mandela faleceu em 2013 aos 95 anos em sua casa na África do Sul.

Margaret Thatcher

“Se meus críticos me vissem andando sobre as águas do rio Tâmisa, diriam que é porque eu não sei nadar.” A tirada espirituosa de Margaret Thatcher nos dá uma dimensão das dificuldades que a poderosa primeira-ministra enfrentou ao governar o Reino Unido com mão de ferro.

Margaret Hilda Roberts nasceu numa família de pequenos comerciantes. Boa parte de sua formação deu-se na pequena congregação metodista que sua família frequentava.

Estudou em escola pública e ganhou uma bolsa para química na Universidade de Oxford. Foi eleita presidente da associação conservadora de Oxford, onde iniciou sua vida política.

Candidata pelo Partido Conservador em Dartford, sobressaiu-se pela clareza de seus discursos e conquistou eleitores. Na cidade de Dartford conheceu também seu marido, Denis Thatcher, em 1951, um empresário da indústria do petróleo. Tiveram dois filhos gêmeos, Mark e Carol.

Nos anos 1950, Margaret Thatcher especializou-se em direito tributário. Em 1959 foi eleita para a Câmara dos Comuns. Dois anos depois, tornou-se Secretária de Estado para Assuntos Sociais e, no início dos anos 1970, foi nomeada Ministra da Educação, durante o mandato de Edward Heath.

Em 1975, substituiu Heath na direção do Partido Conservador. Implementou um projeto de redução da intervenção do estado na economia e cortou gastos sociais, seguindo um liberalismo estrito.

Em 1979, o Partido Conservador ganhou as eleições por ampla margem de votos. Margaret Thatcher tornou-se a primeira mulher a ser eleita primeira-ministra no Reino Unido e em toda a Europa.

Governou com pulso firme até 1990, ganhando o apelido de “Dama de Ferro”, por suas posturas inflexíveis. Conseguiu bons indicadores econômicos, com o controle da inflação e a valorização da moeda. No entanto, não pôde evitar o aumento do desemprego.

Em 1982, Thatcher envolveu-se na Guerra das Malvinas, o que aumentou sua popularidade. Nesse ano foi reeleita por uma ampla margem de votos.

Novamente reeleita em 1987, porém com uma margem menor de vantagem, entrou em conflitos com seu próprio partido, renunciando em favor de John Major em 1990.

Margaret Thatcher, desde os 83 anos, sofria de demência, segundo sua filha, Carol: “Nos piores dias, mamãe dificilmente consegue se lembrar do começo de uma frase no momento em que a termina.”

Em 8 de abril de 2013, a Dama de Ferro morreu após um derrame.

Martin Luther King

“Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados pelo caráter, e não pela cor da pele.” Este é um trecho do famoso discurso de Martin Luther King em Washington, capital dos Estados Unidos, proferido no dia de 28 de agosto de 1963, numa manifestação que reuniu milhares de pessoas pelo fim do preconceito e da discriminação racial.

Martin Luther King Jr. era filho e neto de pastores protestantes batistas. Fez seus primeiros estudos em escolas públicas segregadas e graduou-se no prestigioso Morehouse College, em 1948.

Formou-se em teologia pelo Seminário Teológico Crozer e, em 1955, concluiu o doutorado em filosofia pela Universidade de Boston. Lá conheceu sua futura esposa, Coretta Scott, com quem teve quatro filhos.

Em 1954 Martin Luther King iniciou suas atividades como pastor em Montgomery, capital do estado do Alabama. Envolvendo-se no incidente em que Rosa Parks se recusou a ceder seu lugar para um branco num ônibus, King liderou um forte boicote contra a segregação racial. O movimento durou quase um ano, King chegou a ser preso, mas ao final a Suprema Corte decidiu pelo fim da segregação racial nos transportes públicos.

Em 1957 tornou-se presidente da Conferência da Liderança Cristã do Sul, intensificando sua atuação como defensor dos direitos civis por vias pacíficas, tendo como referência o líder indiano Mahatma Gandhi.

Em 1959, King voltou para Atlanta para se tornar vice-pastor na igreja de seu pai. Nos anos seguintes participou de inúmeros protestos, marchas e passeatas, sempre lutando pelas liberdades civis dos negros.

Os eventos mais importantes aconteceram nas cidades de Birmingham, no Alabama, St. Augustine, na Flórida, e Selma, também no Alabama. Luther King foi preso e torturado diversas vezes, e sua casa chegou a ser atacada por bombas.

Em 1963 Martin Luther King conseguiu que mais de 200.000 pessoas marchassem pelo fim da segregação racial em Washington. Nesta ocasião proferiu seu discurso mais conhecido, “Eu Tenho um Sonho”. Dessas manifestações nasceram a lei dos Direitos Civis, de 1964, e a lei dos Direitos de Voto, de 1965.

Em 1964, Martin Luther King recebeu o Prêmio Nobel da Paz. No início de 1967, King uniu-se aos movimentos contra a Guerra do Vietnã. Em abril de 1968, foi assassinado a tiros por um opositor, num hotel na cidade de Memphis, onde estava em apoio a uma greve de coletores de lixo.

Você provavelmente tinha ideia de que os relacionamentos são um processo-chave para estabelecer elos bem-sucedidos com pessoas estratégicas. Porém, ter conhecimento do fato não garante nada. Você precisa de habilidades para investir os seus recursos nas ideias e nas pessoas certas.

Você está preparado para entender você e qualquer outra pessoa e ter a rede de relacionamentos dos seus sonhos?

Amor e Sabedoria.

Thiago Tombini

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